Papa convence mulher a não abortar e oferece-se para padrinho


O Papa Francisco telefonou a uma mulher grávida para a aconselhar a não abortar e ofereceu-se para ser o padrinho da criança.

Anna Romano, uma mulher italiana de 35 anos, engravidou em meados do passado mês de junho. Pouco depois de perceber que estava grávida, começou a ser pressionada pela decisão do seu amante, um homem casado, que deixou claro que não tinha intenções de ajudar a criar a criança e de que a melhor solução seria abortar.

Papa beija criança durante visita ao Brasil
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Desesperada, Anna decidiu escrever uma carta, em julho, para desabafar e contar a história ao Papa Francisco. Na passada terça-feira ficou estupefacta ao atender o telefone e ouvir a voz do Papa: “Olá Anna, sou eu, o Papa Francisco”.

“Ouvi-o a falar”, contou Anna Romano ao jornal italiano “Il Messaggero”. “Tinha lido a minha carta. Assegurou-me que o bebé é um dom de Deus, um sinal da providência”, acrescentou. A mulher, residente em Arezzo, estava de férias em Gallipoli e tinha acabado de regressar da praia quando o telefone tocou.

Durante a conversa telefónica que se prolongou por alguns minutos, o Papa Francisco conseguiu ajudar Anna a tomar uma decisão: levar a gravidez até ao fim. “Ele encheu-me o coração de alegria quando me disse que eu era corajosa e forte pelo meu filho”, disse Anna.

Uma vez que é solteira e divorciada, Anna expressou ainda o seu receio de que a criança não pudesse ser batizada. Em resposta, o Papa garantiu que não só seria possível batizar a criança, como também estaria disponível para ser o padrinho. “Estou convencido que não terá dificuldade em encontrar um pai espiritual, mas, caso não consiga, estou sempre disponível”, disse o Papa.

Fonte: JN